23 de novembro de 2015

Apesar da crise, o comércio eletrônico continua crescendo e deve atingir quase 19 bi em 2015 no Brasil

Achei uma pesquisa super interessante da consultoria L2 da escola Stern da NYU sobre comércio eletrônico e peguei algumas informações bem legais de lá.

Eles mostraram que o mercado americano já tem 11,5% da venda do varejo feitas online e que, nos últimos 5 anos, a participação das vendas online para varejistas de moda e calçados aumentou 41%, número que demonstra a força e importância do comércio eletrônico no maior mercado do mundo:


Crescimento no varejo online e físico, fonte: L2/ Euromonitor
De lá vi algumas informações sobre a integração dos canais de venda físico e online e, por esta análise, eles mostram que há muito ainda a ser desenvolvido. Eles separam as lojas em departamento (que seriam lojas como a C&A), varejo especializado (lojas de marcas de roupa, por exemplo) e grandes varejistas (tipo Target, Walmart) e para cada tipo analisaram qual o % de lojas que disponibilizam algumas funcionalidades de integração entre os lojas físicas e digital.

No gráfico abaixo, vemos que a possibilidade de Comprar online e devolver na loja é oferecido pela maioria dos varejistas: cerca de 65% no grande varejo e quase 90% no varejo especializado. A possibilidade de verificar o estoque das lojas físicas próximas ao consumidor para que ele possa comprar online ou na loja física é oferecida por cerca de 50% do grande varejo e 38% das lojas especializadas. E a funcionalidade de comprar online e pegar na loja é oferecida por cerca de 60% do grande varejo e apenas 18% do varejo especializado. Isto talvez ocorra por falta de tecnologia de integração entre a rede das lojas especializadas.


Funcionalidades de integração de canais de venda, fonte: L2

Analisando algumas lojas online com canais no Facebook, perceberam que 69% das lojas possuíam o botão compre agora, ligando a página na rede social ao canal de vendas mas que apenas 1% tinham um botão que incentivavam o consumidor a entrar em contato com a empresa (talvez pelo fato do consumidor conseguir interagir na própria página da empresa).


Funções de ativação na página do Facebook das empresas, fonte: L2
Uma outra informação legal que eles disponibilizaram é sobre algumas empresas e a relação entre tráfego do site pago x orgânico (que vem naturalmente pela pesquisa do usuário). Nele vimos que uma empresa como a Nine West tem 0% de visitas pagas mas tem 6,8 milhões de visitas enquanto a Cartier tem 96% de visitas pagas (por anúncios no Google, Facebook, etc.) mas consegue 85 milhões de visualizações. Dos exemplos, a campeã é a Victoria's Secret que tem 137 milhões de visualizações e um equilíbrio de 22% pago e 78% orgânico. 


Pensando nestas informações, pesquisei um pouco sobre o comércio eletrônico no Brasil e descobri algumas informações: de acordo com estimativas do E-Marketer, o Brasil deve ter uma representação de 7,3% do comércio eletrônico em relação ao varejo total em 2015, chegando a U$ 18,8 bi no ano (neste montante não se considera venda para eventos e viagens, somente produtos e serviços). Este número coloca o Brasil no décimo lugar no comércio eletrônico mundial em volume financeiro e é o único país da América Latina no top 10.

E olha que legal: segundo dados da E-Bit, o maior mercado online é de roupas e calçados, com 18% do mercado, seguido por cosméticos e beleza com 16%, eletrônicos e eletrodomésticos 11%, livros e revistas 8%. Interessante, né?!

Já em relação às funcionalidades de integração entre os canais online e físico no Brasil não encontrei nenhum estudo, infelizmente. Mas, como experiência de consumidor, percebo que a única funcionalidade que é mais popular por aqui é a de comprar online e retirar na loja. A de devolver na loja física, mais popular nos EUA segundo o estudo da L2, não é muito popular por aqui. Pelo menos é o que eu percebo.. E você? Percebe algo diferente?  Algum outro tipo de funcionalidade crescendo por aqui? Escreva nos comentários da página!





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