21 de maio de 2013

Levi´s e 501, 140 anos vibrantes no mundo da moda

Hoje vi um vídeo muito legal da Levi´s, mostrando a "história" da 501. Nele podemos ver claramente a relação muito próxima que o jeans teve e tem com o mundo do jovens. E como ele esteve presente em todos os eventos importantes do século XX.

O legal é que eles conseguiram mostrar isto de forma rápida e intensa. E esta é uma qualidade louvável da Levi´s: valorizar a história, a usa experiência mas sem parecer velha e datada. E é fato para a história da marca. Ela sempre encontra uma maneira de se renovar, como se nunca envelhecesse, um enorme desafio para quem trabalha num mundo como o da moda onde o efêmero tem tanto peso e onde, como diz Heidi Klum na sua célebra frase: "one day you´re in, the other day you´re out" (algo como "um dia você é moda, no outro está por fora").



Animado com o vídeo, fiquei navegando no You Tube e achei um programa muito legal que a própria Levi´s fez. Com um formato de documentário, o vídeo mostra a marca como um dos ícones mais importantes da moda e, ao mesmo tempo, fala da importância do jeans no mundo. O vídeo é muito interessante e tem que ser visto por todos que amam e trabalham com jeans (infelizmente ele não tem legenda ou versão em português - pelo menos eu não encontrei). Ele foi dividido em 5 partes por causa da extensão mas ao todo dá menos de 1 hora de filme. Dá para ver tranquilo e com calma. Fora que é bem interessante, então o tempo passa rapidinho.

Além de contar com detalhes a história do jeans e da Levi´s, apresenta a relação do jeans com os jovens de cada época (mineradores, cowboys, rockabillies, hippies, punks e afins) e fala sobre a valorização do jeans autêntico como peça de arte, chegando até a explicar como especialistas avaliam e descobrem a idade das peças. É como se fosse a versão integral do vídeo da 501.

Vou falar só da primeira parte para que se possa ter uma ideia de como este material é interessante. Ele começa explicando a história de como tudo começou. Para quem não sabe, um resumo rápido: na época da explosão da mineração nos EUA, Jacob Davis precisava de calças resistentes. Ele observou o cobertor que usavam para cuidar dos cavalos e viu que eles tinham rebites de metal para serem mais resistentes. Ele, então, resolveu tentar aplicar estes rebites nas calças para aumentar a resistência e pediu ao Levi Strauss, um conhecido seu que vendia tecidos, o tecido mais resistente que tinha. Aplicou os rebites e deu super certo. Ele quis registrar a invenção mas não tinha 68 dólares para oficializar o registro. Ele falou com o mesmo Levi Strauss para pagar o registro em troca de uma sociedade entre eles. Daí saiu a empresa que daria origem ao jeans no mercado mundial. Todos começaram a comprar as calças para o trabalho e sempre a chamavam de "those pants of Levi´s" (aquelas calças do Levi) e assim surgiu o nome da empresa: Levi´s.



Grande parte do começo da história do jeans e da Levi´s foi destruída num grande terremoto em São Francisco em 1906 quando a fábrica e o escritório da Levi´s foi completamente destruído. Aí o vídeo começa a falar do esforço da Levi´s em recuperar parte desta história, investindo na pesquisa e compra de jeans antigos.

Eles mostram o trabalho de uma especialista em jeans que fala como analisa para determinar se uma peça é realmente antiga ou não, o que é bem interessante. Ela faz uma análise detalhada dos tipos de desgastes que a peça sofreu para ver se o jeans é velho mesmo mas são pequenas coisas que levam a uma ideia mais precisa da idade da peça. No exemplo que eles mostram, o fato da calça ter apenas um bolso traseiro é um indício de que a calça é de antes de 1901, data em que a Levi´s passou a fabricar todas as calças com dois bolsos traseiros. Para ter uma ideia mais precisa ainda, ela percebeu que o rebite da calça tinha a data do registro de patente da Levi´s, o que mostra que a calça é de antes de 1890, data em que a patente perdeu a validade e a Levi´s parou de imprimir no rebite a data. Sabendo que se trata de uma calça antes de 1890 fez a calça alcançar um valor de mais de 46 mil dólares num leilão da internet onde a própria Levi´s arrebatou a peça. Loucura, não?! Vale a pena ver o documentário todo. Coloquei os links das outras partes aqui no blog para facilitar a vida de todos..

Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5

É muito legal ver como a Levi´s realmente abraça esta ideia de ser a inventora do jeans e, hoje, 140 anos depois (sim, exatamente 140 anos completos ontem, dia 20 de maio) continua presente na vida dos jovens de todo o mundo. Um exemplo incrível de Marketing e um dos maiores (senão o maior) ícones da moda mundial.

Para terminar o post, coloco um vídeo muito interessante que vi da Edwin, marca japonesa parceira da Levi´s, que mostra em detalhes como é o processo de fabricação da calça jeans hoje em dia. O vídeo é bem curtinho, não tem texto e nem precisa ter. Ele mostra imagens fase a fase de todo o processo produtivo e dá para entender bem como é o processo de confecção e lavagem do jeans. Quem não conhece, vai se assustar com todo o trabalho manual envolvido na produção das peças. Quem conhece, já sabe e valoriza isso. Vale a pena assistir ! Espero que gostem ! :)

15 de maio de 2013

Arte, cinema e música na internet.. e de graça!

Eu não conhecia o site do Centro Cultural do Banco do Brasilde São Paulo e adorei ver a qualidade do conteúdo disponibilizado e do design do site. Lá é possível não só saber tudo o que está acontecendo e por acontecer no CCBB de São Paulo mas também acompanhar novidades do mundo das artes. É como se eles se esforçassem em criar uma espécie de museu online com informações e conteúdos realmente interessantes.

Lá eu encontrei, por exemplo, o curso que o CCBB ofereceu na última Mostra de cinema com 3 aulas sobre Bergman. O curso foi dado pelo Sergio Rizzo, jornalista e professor da Faap e Casa do Saber. O curso analisa  a trajetória de Ingmar Bergman, examinando como sua obra aborda temas recorrentes que compõem uma amostra das angústias e desejos do ser humano. As três aulas estão na íntegra no site e na página deles no You Tube.. Abaixo o vídeo da primeira aula:


Dá para ter um gostinho também das exposições que aconteceram e que você perdeu. Eles fazem um vídeo de apresentação que mostra um pouco como foi a exposição. O vídeo abaixo, por exemplo, é uma exposição feita com o fofo do João Pimenta e suas peças conceituais incríveis com cortes perfeitos.. eu não fiquei sabendo da exposição e acabei perdendo.. mas pelo menos agora consegui ver um pouco dela lá no site...


Acho que o site está no ar há pouco mais de um ano mas o conteúdo de videos já é impressionante! Quem já assistiu aos cursos, debates e palestras no CCBB conhece o alto nível do que é falado e discutido por ali. Fiquei muito feliz em saber que tudo isto está disponível pela internet, de maneira fácil, rápida e gratuita. Basta acessar e assistir. Muito legal!

Outro site que é bem interessante é o da Kitsuné, uma empresa que é, ao mesmo tempo, uma loja de roupas, músicas e afins e também uma gravadora com artistas consagrados como as bandas “Two Door Cinema Club” e “Citizens”.

Imagem da página de entrada do site da Kitsuné


A empreitada é resultado da parceria de um empresário jovem e um estudante de arquitetura e moda. Eles decidiram criar uma empresa para trabalhar com tudo o que eles gostavam de fazer: roupas, música e imagem. Com lojas em NY, Paris e Tokyo, o site tem um formato de blog informativo de moda e arte e tem algumas matérias bem interessantes. Novas matérias surgem a cada dia, então vale a pena ficar antenado. 

Ah, e vale muito a pena ouvir o playlist deles. As músicas são ótimas e tocam na íntegra pela internet. Quem se animar, também já pode comprar as faixas online mesmo, no site do Itunes. Eu já tinha falado deles aqui no blog quando comentei sobre a coleção que a BWGH (Brooklyn We Go Hard) criou para eles.

É muito bom perceber como é fácil ter acesso a eventos e conteúdos culturais tão ricos que acontecem numa grande metrópole como São Paulo e que nem os moradores da própria cidade (como eu) conseguem acompanhar. Vou assistir com calma ao curso do Bergman e ao debate da Márcia Tiburi e da Zélia Duncan sobre Cássia Eller e a performance da voz. Se gostar, comento aqui, completando a matéria.

Vale a pena olhar os dois sites com calma. #ficaadica!

7 de maio de 2013

Filmes e etc.

Geralmente assisto a muitos filmes e raramente comento deles aqui no blog. Acho que vale a pena falar um pouquinho dos últimos que vi.

O que mais chamou a minha atenção foi “O Abismo Prateado” de Karim Aïnouz. Sempre fui fã do diretor por contar, em seus filmes, histórias focadas em um personagem marcante, como em “Madame Satã” e “O Céu de Suely”. A sensação que eu tenho é que ele busca passar para a câmera os sentimentos, medos, inseguranças e percepções deste personagem, na primeira pessoa mesmo, fazendo com que, desta forma, os espectadores se enxerguem e se identifiquem com a mesma intensidade dos personagens da história.

Cena do filme "O Abismo Prateado"

Em “O Abismo Prateado” isto é mais verdade do que nunca. Não tem como não entender o sofrimento, a perda, a falta de compreensão e a desilusão de Violeta (vivida magnificamente bem por Alessandra Negrini) ao receber a notícia do fim de seu casamento de forma tão bruta e irracional. Senti-me perdido, como ela, no começo do filme. Depois senti também o desespero de ver o seu mundo desmoronar, sem explicações ou sentido. Dancei, com ela, a música de Flashdance como forma de libertação. E, no final, percebi que não há nada mais a fazer, senão simplesmente aceitar que as mudanças acontecem e a vida continua. Lindo o filme, lindas as sensações que tive ao assistí-lo. Acho que se este era mesmo o objetivo de Karim, devo dizer que ele fez um trabalho perfeito. Abaixo o trailer do filme:



Outro filme que vi nestes dias foi o “Somos Tão Jovens”, focado no começo da carreira de Renato Russo. Confesso que gostei bastante do filme. Acho que muito pelo fato de gostar muito do trabalho do Renato Russo. Achei que o roteiro foi bem montado e, apesar de não apresentar nenhuma novidade e ser até bem tradicional, mostra a história num ritmo bom e de uma forma poética.

O ator principal parece um pouco afetado no filme, mas lembrando de entrevistas do Renato Russo, acho que ele era meio assim mesmo. Abaixo coloquei o vídeo da famosa entrevista dele na MTV. Ele, como vi nesta entrevista, parece fielmente retratado no filme. Aliás, quem nunca assistiu esta entrevista deveria parar um tempo e ver pois é muito interessante ver como ele era realmente inteligente e especial.



Assisti também “Em Transe” do David Boyle (de Trainspotting). A história é bem interessante, daquelas que dá várias voltas e que tem uma explicação lógica no final. Achei bem divertido e ótimo entretenimento. Mas só! É daqueles filmes que a gente esquece depois de um tempo. Achei um pouco parecido com “A Origem” mas mais racional, lógico.

Em casa, assisti a “Hitchcock” que fala sobre a produção do “Psicose”. O filme é bem divertido e prende a atenção mostrando os bastidores das filmagens. Achei que Anthony Hopkins está meio forçado e estranho. Mas o filme despertou a vontade em assistir ao “Psicose” de verdade e deste filme realmente gostei bastante.

Eu nunca tinha assistido porque não gosto de filmes de suspense e terror. Mas Psicose é ótimo, sobretudo se considerarmos a época em que ele foi feito e todo o tabu que envolveu a sua produção. E, para isto, foi ótimo ter visto “Hitchcock” antes pois contextualiza de maneira única a época na qual foi gravado e lançado o filme, dando uma percepção muito maior da sua importância na história do cinema. Para quem nunca assistiu a “Psicose” recomendo muito que veja “Hitchcock” antes. Dá toda uma graça para o filme! Assim como disse para quem não assistiu ao filme “As Horas” ler o livro “Mrs Dalloway” antes de ver o filme, num post anterior aqui no blog.

Personagem de Psicose

Agora, para finalizar este post sobre filmes e etc, vou falar do etc. A Renata Xu me indicou um desenho para ver e eu simplesmente amei! O “Adventure Time” ou “Hora de Aventura” é um desenho que passa no Cartoon e é impressionante ver uma história tão criativa, com personagens tão malucos e divertidos como neste desenho.

Em primeiro lugar, é muito difícil acreditar que é voltado para crianças, mas, depois de assistir a alguns episódios, percebi que só as crianças mesmo para assistirem a histórias tão malucas e sem lógica sem julgar racionalmente. Acho que, por isto, o desenho faz sucesso entre as crianças. Muito dificilmente o mesmo aconteceria no mundo dos adultos, onde o racional sempre leva a melhor. Enfim, quem puder esquecer um pouco da lógica, pode se divertir assistindo a histórias de um menino de 12 anos e o seu melhor amigo (um cachorro que namora um ser que é metade unicórnio e metade arco--iris, só para se ter uma ideia dos personagens do desenho) que viajam por diversos mundos para viver aventuras de todo o tipo, com o intuito apenas de se divertir. Não, eles não querem vencer ninguém, não têm que derrotar nenhum vilão, nada do tipo. Apenas querem se divertir. E o divertido é ver os problemas mais inusitados que mostram um nonsense supercriativo que poderia servir de inspiração para pensarmos em soluções diferentes no nosso dia a dia. Vale a pena conferir. Abaixo um episódio para dar o gostinho: