14 de agosto de 2012

Louis Vuitton invadida pelas bolinhas

Imagem de divulgação da última coleção da Louis Vuitton

Sim, eu sei que não é nenhuma novidade ligar arte ao mundo da moda e vice-versa mas não tem como fugir do assunto quando falamos sobre a última coleção da Louis Vuitton. A LV está completamente dominada pelas bolinhas que aparecem em cores e tamanhos diferentes, sempre coloridas e marcantes. Elas estão em todos os lugares: nas peças de roupas, nos sapatos e, é claro, nas bolsas. Nelas, inclusive, as bolinhas misturadas ao hiperfamoso "LV" ficaram ainda mais charmosas e desejáveis!

Produtos da última coleção Louis Vuitton


E é do mundo da arte que as "bolinhas" apareceram na coleção da Louis Vuitton. A marca francesa fez uma parceria com uma das artistas plásticas mais consagradas da atualidade: Yayoi Kusama. Ela desenha e pinta "bolinhas" em todos os lugares desde os seus 10 anos de idade e até hoje elas são a principal característica do seu trabalho como artista:




E olha que legal: eles resolveram estampar bolinhas no lado externo da loja da marca na 5ª Avenida em NY:

Loja da Louis Vuitton na 5ª avenida


O vídeo abaixo mostra o making of da preparação da loja:




Hoje a artista japonesa tem quase 85 anos de idade e com a coleção recém-lançada mostra que continua ativa e forte. Ela usa uma peruca bem vermelha e sempre usa as bolinhas nas suas roupas. Muito fofo! A LV inclusive colocou vários manequins inspirados na artista dentro da loja para divulgar a coleção. E a peruca vermelha apareceu em vários detalhes na inauguração. Veja que fofo este vídeo da própria Yayoi Kusama na abertura da loja:




Adorei a iniciativa. É muito legal ver como um trabalho super autoral e conceitual como este pode ser transformado em produtos comerciais super desejados. Esta habilidade que a LV tem é realmente admirável. E é ótimo ver que eles abraçaram de ver o mundo digital, investindo na criação de conteúdo para divulgação na web. Finalizo este post com dois vídeos que eles prepararam para lançar a coleção na web:






9 de agosto de 2012

Old Navy reúne os astros de Barrados no Baile em sua nova campanha

A nova campanha da Old Navy reúne os astros da série ícone dos anos 90 "Barrados no Baile" que é o nome breguinha que 90210 teve por aqui.

Em vídeos curtos, a Old Navy apresenta a sua nova coleção com os atores Jennie Garth (Kelly), Jason Priestley (Brandon), Luke Perry (Dylan) e Gabrielle Carteris (Andrea). Só faltaram a Donna e a Brenda!

O legal é que eles fazem algumas menções à série original sem citar diretamente o homenagem, veja:




No final do vídeo, a "Kelly" tem que escolher entre "Brandon" e "Dylan". E escolhe jeans, claro!



Este comercial é mais fofinho ainda. Todos ficam passados com a garota nova do colégio que, na verdade, nem é nova. Só mudou de roupa. No final do comercial, a Andrea solta um "I love you" baixinho pro Brandon que não entende.. como na série. Fofo!

Legal, né?! Quem passou a adolescência assistindo à série, com certeza vai amar! Tá certo que depois que a Brenda saiu, a série começou a ficar chatinha e nas últimas temporadas era um dramalhão super moralista que eu não conseguia assistir a nenhum capítulo. Mas sempre lembro com carinho de alguns epísódios... Nostalgia, ai, ai...

Entrei no site da Old Navy para buscar mais informações e descobri uma ótima notícia! Eles fizeram uma parceria com uma empresa de transporte para enviar as roupas para o Brasil.

Eu não sou muito fã da Old Navy mas fiquei feliz porque este acordo deles serve para todo o grupo que tem a GAP e a Banana Republic. Para quem não conhece bem estas marcas, a mais popular e básica é a Old Navy. A GAP é a intermediária mas é a mais famosa. Tem roupas bem básicas e uma ou outra peça mais ousada. A Banana Republic é focada num público mais chique, mais casual. Parece muito com a Crawford. querdizer..

Mesmo não fazendo muito o meu estilo (isto agora, porque na época do Barrados no Baile eu me acabava na GAP..rsrs) acho ótimo termos mais esta opção! Quer comprar? Se joga aqui.


8 de agosto de 2012

Patrocinadores oficiais das Olimpíadas também usam as redes sociais

Complementando o post anterior, vou comentar uma campanha bem legal que o Mc Donald´s lançou no Facebook. Aproveitando o status de patrocinador oficial dos jogos, o Mc lançou um aplicativo onde as pessoas podem enviar fotos mostrando como estão participando das olimpíadas.

O Mc contratou a mesma agência da Nike, a Leo Burnett, que usou o mesmo espírito da campanha da Nike para o Mc, com foco no público geral e em como os jogos afetam o dia a dia das pessoas normais. Com o lema "We All Make The Games" a campanha foca em como todos que assistem aos jogos participam e tornam os jogos realmente especiais. Tem um componente emotivo forte, assim como a  "Find Your Grateness" da Nike que comentei há alguns dias aqui no blog. Não sei se a similaridade foi intencional ou não (acredito que não) mas como as duas campanhas foram muito bem elaboradas, não vejo problemas maiores nisto.

Cara do aplicativo do Mc Donald´s no Facebook


Para demonstrar este espírito, a agência elegeu as redes sociais para aproximar os clientes da campanha, proporcionando uma maior aproximação dos clientes com a empresa. Foi criado um aplicativo no Facebook onde, depois de você "curtir", o aplicativo analisa o seu perfil e a quantidade de pessoas conectadas e define que tipo de torcedor você é. Eu sou um Team Player (seja lá o que isto significa). Anyway, em seguida, você pode enviar fotos demonstrando como está torcendo nos jogos. Para ver a página, clique aqui.

"Fanalyser' do McDonald´s - define o torcedor que você é pela sua rede pessoal


Para facilitar o envio das fotos, todos os dias o Mc coloca um tema diferente na página para você montar a foto. Você pode, inclusive, usar o Instagram para enviar as fotos. Eles selecionam as mais legais e montam anúncios eletrônicos no Facebook. Os que eles consideram melhores são publicados nos jornais, revistas e outdoors de Londres. As pessoas podem, então, aparecer "do nada" em anúncios por toda a cidade, o que é bem legal!

O vídeo abaixo apresenta a campanha. O vídeo mostra como as pessoas acabam participando dos jogos, classificando as pessoas pelos diferentes tipos de coisas que fazem quando assistem ou esperam os jogos: os torcedores, os blogueiros, os que vêm de longe, os que moram perto, os que só espiam, e assim por diante. Veja os dois comerciais fofinhos que eles prepararam para divulgar a campanha:






A campanha foi muito bem sucedida. Conforme um estudo feito pela agência OMD (focada em redes sociais, do grupo Omnicommedia Group), o Mc conseguiu 40% do buzz sobre as olimpíadas nas redes sociais e blogs nas conversas sobre as Olimpíadas.

Em segundo lugar aparece a Coca Cola com a campanha "Move to The Beat". Para os jogos, a Coca Cola contratou o produtor musical Mark Ronson para produzir uma música com o som dos esportes olímpicos. Para isto Mark fez uma jornada pelo mundo e entrou em contato com diversos atletas, estudando os sons produzidos pelas atividades esportivas. Ele conseguiu montar uma música bem legalzinha e contou com a cantora hype Katy B para os vocais da música (ela não é muito conhecida por aqui, mas as suas músicas são ótimas, com um ritmo bem dançante e atual).

Capa do site "Move to The Beat"


O vídeo mostra uma apresentação da música com os atletas fazendo uma performance ao vivo dos sons que deram origem ao ritmo da música. É bem interessante:




Mas realmente não é envolvente como a campanha do Mc Donald´s e, por isto, acabou em segundo lugar mesmo na pesquisa com pouco mais de 24% do buzz.

7 de agosto de 2012

Exemplo de ótimas ações e campanhas de Marketing no Facebook

Recentemente descobri o site Co.Create, especializado em análise de campanhas, criações e design, e, navegando pelo site, encontrei um post bem legal que eles fizeram na época do IPO do Facebook, listando as 5 melhores campanhas feitas pelas empresas no site. Algumas eu já conhecia mas achei interessante comentá-las aqui no blog.

A primeira é a de um joguinho no Facebook, lançado em 2007. Coincidência ou não, entrei no Facebook para ver como é o aplicativo e vi que ele será descontinuado, nesta segunda, dia 10 de agosto, 5 anos depois de ter sido criado. O jogo foi criado para divulgar um programa do canal "A&E - Arts & Entertainment" que fala sobre estacionar. Para divulgar o novo programa a empresa resolveu criar um joguinho no Facebook onde as pessoas possuem ruas e carros e, para estacionar os seus carros, precisam de permissão dos amigos donos da rua (o Cebolinha ia ficar louco com este jogo..rsrs). Se alguém para na sua rua e você não deu permissão, você pode multar e até destruir o carro invasor.

O jogo foi um sucesso imediato, chegando a ter 1,5 milhão de usuários jogando no pico da divulgação do jogo. Como todo jogo, saiu de moda e foi perdendo os usuários, mas foi uma ideia bem legal e que difundiu o programa por toda a rede. Um grande feito, sobretudo se considerarmos que foi em 2007! Abaixo, o vídeo explicativo do game:



Outra campanha destacada pelo site foi a Museum of Me da Intel que é um aplicativo que monta um museu com os seus dados do Facebook. A iniciativa foi incrível e o resultado final é muito legal: um vídeo com as fotos dos seus amigos, as coisas que você gosta, e tudo mais, como se fizessem parte de uma exposição em um museu. Incrível! O vídeo abaixo mostra como funciona. Para montar o seu museu, clique aqui. É bem legal, você vai gostar!



Eles também mencionaram um vídeo que foi feito pela produtora de vídeos TOOL que chocou as pessoas e chamou bastante a atenção de todos. Para mostrar a fragilidade de termos nossos dados expostos nas redes sociais - e para deixar as pessoas neuróticas sobre o assunto mais preocupadas ainda - eles fizeram um vídeo de um homem com cara de maníaco observando as informações do perfil de uma menina e surtando. Em seguida, ele vê onde ela está e sai atrás dela. O vídeo acaba por aí. Beeeem creepy!! E dá um medinho mesmo de deixar suas informações tão abertas assim.. ai, ai. A produtora tem uns vídeos bem legais no site deles. Para acessar, clique aqui.



Agora uma iniciativa que gerou bastante polêmica na época e foi até banida pelo próprio Facebook foi a do Burger King. Sabendo que as pessoas "acumulam" amigos nas redes sociais sem conhecer direito as pessoas, o aplicativo propôs o seguinte desafio: você se cadastra e, para cada 10 amigos que você eliminar da sua lista de amigos, você ganha um sanduíche Whopper (o Big Mc do Mc Donald´s). A promoção fez tanto sucesso e se espalhou tão rapidamente pelo Facebook que gerou uma reação imediata do site que forçou o Burger King a tirar a promoção do ar. Eles ainda conseguiram sair com uma frase irônica dizendo "nós sabíamos que você gostava mais dos nossos hamburguers do que dos seus amigos". O vídeo abaixo apresenta um resumo de como foi a campanha. Meio do mal mas uma estratégia inteligente que funcionou super bem.




Agora a campanha da IKEA foi bem inteligente. Ela usou as próprias funcionalidades do Facebook para divulgar a loja da IKEA com uma promoção simples e bem criativa. Eles criaram um perfil no Facebook e fizeram upload de fotos de showroom da IKEA. A primeira pessoa que marcasse um dos produtos da foto ganhava o produto. Isto causou um rebuliço a cada foto colocada e todos saíam tageando (eu sei que não é verbo em português mas, ainda assim, soa melhor que "marcando") os produtos loucos para serem os primeiros. O legal é que quando isto é feito no Facebook, todos os amigos da pessoa que se marcou na foto recebem uma atualização mostrando isto e a promoção da IKEA (vinculada com a notícia da abertura da loja) espalhou rapidamente pela rede. Super criativo!



Além destas campanhas apresentadas pelo Co.Create acho importante destacar a campanha da Nespresso da qual já tinha falado aqui no blog. O aplicativo é bem legal e faz você se sentir uma estrela. E, é claro, não poderia deixar de citar a campanha da Levi´s com o aplicativo WaterLess que aproveitava todos os recursos do Facebook e, ainda por cima, tinha ações paralelas no mundo offline (ou mundo físico/real) supercoerentes. Para saber mais, clique aqui.

O legal é ver como as empresas estão encontrando formas criativas de se comunicar com os clientes pelas redes sociais. Acredito que teremos muitas novidades, sobretudo em aplicativos e sites como Instagram, Tumblr e Pinterest que têm se popularizado muito nestes últimos anos. Let´s wait and see!


2 de agosto de 2012

"On The Road" inspira o mundo da moda

O livro "On The Road" de Jack Kerouac sempre é usado como referência no mundo da moda, principalmente por ter sido o mais importante da Beat Generation. Neste último mês o tema voltou à moda e está em diversas revistas, sites e marcas de todo o mundo. Isto porque foi lançado o filme "Na Estrada" baseado no livro, dirigido por Walter Salles. O diretor brasileiro conseguiu finalizar um projeto já iniciado diversas vezes no passado por outros diretores (um deles Coppola) que, por diversos motivos, não conseguiram finalizar a versão cinematográfica do tão aclamado livro.

Atores do fime Na Estrada "On The Road" 

Atores do fime Na Estrada "On The Road" 


Eu não li o livro mas vi o filme de Salles e consegui descobrir a dificuldade de transportar a história para um roteiro que pudesse ser contado em um filme. Primeiro porque é difícil mostrar a transgressão do livro na época, já que na época em que foi escrito e hoje há uma diferença enorme do que é considerado transgressor. A história se passa logo após a segunda guerra. Para se ter uma ideia, é antes de Elvis, Marlon Brando, James Dean. Naquela época, só de não se casar e constituir família até os 25 anos você já era considerado transgressor das regras da sociedade. Imagine, então, o que significava sair viajando pelos EUA, conhecendo pessoas estranhas, explorando sua sexualidade e se aventurar no mundo das drogas. O que hoje parece um Trainspotting light na época era muito diferente, ousado e chocante. Acredito, contudo, que a maior dificuldade é que,  pelo que parece no filme, o livro não constrói os personagens e foca nas aventuras que acontecem uma atrás da outra que, na verdade, não tinham nenhum relação e significado a não ser a atitude de "curtir a vida".

Foto Editorial "On The Road" da Another Man

Tanto que a frase mais famosa do livro: “the only people for me are the mad ones, the ones who are mad to live, mad to talk, mad to be saved, desirous of everything at the same time, the ones who never yawn or say a commonplace thing, but burn, burn, burn like fabulous yellow roman candles exploding like spiders across the stars.” (algo como: "as únicas pessoas que valem para mim são as malucas, aquelas que são loucas para viver, para falar, para serem salvas, que desejam tudo ao mesmo tempo, aquelas que nunca bocejam ou dizem coisas senso-comum, mas que queimam, queimam, queimam como fabulosas velas amarelas que explorem como estrelas") mostra que o livro fala somente de pessoas que ficam (ou buscam ficar) loucas o tempo todo, uma história parecida com a contada pelo filme "Diário de Um Jornalista Bêbado" onde Johnny Depp vive um jornalista que fica bêbado o tempo todo e passa por diversas situações "loucas". O filme, apesar da ótima atuação de Depp, é um horror de chato e totalmente sem graça, simplesmente por não ter história, ser superficial e sem nenhum sentido. Assim, o risco de acontecer a mesma coisa com "On The Road" era grande. Mas não foi isto que aconteceu.

Foto Editorial "On The Road" da Another Man

Foto Editorial "On The Road" da Another Man


Graças à direção sensível de Walter Salles, as personagens ganharam toques sensíveis que mostravam como eles lidavam com aquele espírito "louco" e "transgressor" e como tentavam incluir este espírito nas suas vidas normais. O legal é que ele mostra isto de uma forma muito sutil: Sal, o personagem principal, admira e tenta durante todo o filme incorporar este espírito e não consegue. E, quando percebe que não é possível, abraça a sua vida convencional e, no final do filme, literalmente dá as costas a este espírito, 100% personificado no personagem Dean. Ele, ao contrário, tenta se adaptar a uma vida normal durante todo o filme e não consegue acalmar o espírito e aceitar uma vida convencional. O interessante do filme (e acho que isto é o toque de Salles para a história e que permitiu que o filme fosse finalizado) é mostrar o quão difícil é lidar com a frustração de não conseguirmos ter uma "chama" que fica acesa o tempo todo, buscando novidades e aventuras e que, por mais que seja convencional e chata, a rotina é necessária para construir histórias e vidas.

Foto lookbook Toolstoy - crédito: Shinji Nagabe


Este espírito, contudo, sempre fascinou o mundo da moda, principalmente de quem trabalha com jeanswear (já que só o fato de usar jeans na época do Beat Generation era uma transgressão) e mais do que nunca On The Road "está na moda". Tanto que serviu de inspiração para o catálogo da marca masculina Toolstoy que usaram e abusaram dos xadrezes, sarjas e jeans em sua última coleção clicada pelo fotógrafo Shinji Nagabe. As roupas da marca são superlegais e sou fã. Vejam a página deles no Facebook clicando aqui.  Já a super conceituada revista Another Man usou este espírito de liberdade para criar editoriais incríveis com combinações superousadas, misturando estampas de todos os tipos. É, pode ser difícil conviver com tanta liberdade e aventura, mas elas são realmente inspiradoras!

Foto lookbook Toolstoy - crédito: Shinji Nagabe

As fotos da Another Man e da Toolstoy estão espalhadas por todo o post.