11 de abril de 2012

Filmes imperdíveis que vi na Páscoa


Foi engraçado. Na sexta-feira santa, assisti ao Furo MTV e eles brincaram com a previsão de tempo, parodiando com uma previsão de programas que iriam passar na TV durante a Páscoa: todos os tipos de filmes de Jesus em todos os canais. E não é que era verdade?! Em todos os canais, tinha Jesus de tudo que é forma.

Eu, contudo, tive acesso a outras opções (ainda bem!) e, surpreso, revi um filme que me marcou muito e que há tempos não assistia: E.T. Fiquei muito tocado pelo filme, afinal, não tem como não se encantar com a cena onde a pequena Drew Barrymore veste E.T com peruca e vestido. Ou não ficar emocionado com o forte laço entre Elliot e ET, demonstrado pela transferência de sentimentos e sentidos entre eles na inesquecível cena em que ET bebe cerveja em casa e Elliot fica bêbado e se rebela, libertando os sapos que seriam dissecados durante a aula de Ciências.
Cena de E.T.




Os paralelos à história de Jesus são fáceis de notar em todo filme. Não só pela perseguição que ET sofreu durante o filme mas também pela resistência das pessoas em aceitar o que é diferente. Ou pelo instinto das crianças em acreditar nas boas intenções do ET que, na verdade ,só queria voltar para casa. A clássica cena das bicicletas voando ressalta o espanto em todos adultos descrentes e pode ser facilmente comparada a uma cena de milagre. As semelhanças são tantas que é fácil imaginar que a história bíblica - que tem sido contada há tantas Páscoas - tenha servido como referência para o roteiro. Só que de uma forma diferente, mais próxima aos dias atuais. Assistir a ET durante a Páscoa foi, para mim, uma forma de renovar o sentimento de esperança e amor.

Animado com esta experiência (e com tempo nos dias off do feriado) assisti a dois outros filmes no cinema: “Medianeras” e “A Música Segundo Tom Jobim”.

Cena de Medianeras

Medianeras é simplesmente incrível! O cinema argentino sempre traz ótimas opções e este é um filme muito, muito especial. O ritmo neurótico da vida urbana ganha um charme todo especial quando é compartilhado a partir do ponto de vista de pessoas oprimidas pelas construções arquitetônicas de Buenos Aires. E o tema já batido de ser sozinho no meio da multidão ganha uma repaginada muito interessante ao mostrar o cotidiano de um webdesigner que fica o dia inteiro na internet, trabalhando ou jogando videogame, e de uma vitrinista em crise pelo recente fim de um relacionamento. Nós espectadores vemos, a todo momento, que juntos seriam muito felizes mas durante todo o filme eles ficam separados, aprendendo, cada vez mais, a conviver com suas solidões. Eles só se encontram no final do filme e da forma mais fofa possível. Tocante, inteligente e divertido. Perfeito!

Já o filme de Tom Jobim é um documentário diferente: ele não tem uma frase sequer que conte a história do filme. É apenas uma sequência de gravações que diversos artistas fizeram com as músicas incríveis de Tom. E o legal é perceber que as palavras realmente são desnecessárias frente a uma obra tão rica quanto a produzida por Jobim. Ver as principais músicas cantadas por artistas de todo o mundo e todas as épocas, de Diana Krall a Judy Garland, de Elis Regina a Adriana Calcanhoto, é muito emocionante.
Cartaz do filme A Música Segundo Tom Jobim


As gravações inesquecíveis de Ella Fitzgerald e Frank Sinatra e a versão sensacional de Águas de Março por Elis e Tom reforçam a sensação de que Tom Jobim foi um dos artistas mais abençoados que já apareceu no mundo. É interessante perceber como, pouco a pouco, o filme vai mostrando a qualidade da obra do artista e como ela foi amplamente disseminada pelo mundo. E ficamos simplesmente maravilhados com o que vemos. É, com certeza, um filme para assistir mais de uma vez. Imperdível!

Quem ainda não assistiu a estes dois filmes, vale muito a pena ver. E, se possível, reveja ET para renovar também seus sentimentos mais puros.



Aqui, coloco os trailers de Medianeras e Tom Jobim:





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