30 de março de 2012

REQOOP, um site onde o conteúdo é 100% feito pelo consumidor

Sabe aquele produto que você adorou em uma loja? Ou mesmo a decoração de algum espaço que chamou a sua atenção? A vontade de tirar foto e registrar é imediata mas sempre aparece aquela vergonha e, como não sabemos se realmente vamos ou não usar a foto, acabamos desencorajados e deixamos para lá.

Mas isto está para mudar. O site REQOOP criou um novo modelo de negócios apostando que, se os consumidores encontrarem ferramentas que facilitem o armazenamento e utilização destas fotos, as pessoas se sentirão encorajadas a fotografar e compartilhar os seus achados. Para isto, o site oferece um aplicativo para celulares onde as pessoas podem tirar fotos e enviar imediatamente para o site. Lá eles arquivam o dia, o nome e o local da loja.

O legal é que as fotos ficam disponíveis para todos os cadastrados no site (o cadastro é gratuito e não precisa nem enviar fotos. Basta preencher o formulário) e tem um sistema de votação onde as melhores fotos aparecem em destaque.


Home do site Reqoop

Na prática, para quem trabalha com moda, o site é um achado porque tem centenas de fotos atuais de produtos expostos nas lojas. Tudo de graça e praticamente em tempo real. Uma ajuda e tanto para quem trabalha com pesquisa de produtos em lojas no exterior.




O site é bem novo e, por enquanto, está muito focado no mercado americano. Mas não tem nada que o impeça de se tornar global com o alcance da internet.

Para incentivar a participação dos consumidores, o site oferece concursos onde pede que as pessoas enviem fotos de produtos que combinem com uma peça específica, colocada em destaque. A foto mais votada leva a peça para casa. Simples e legal, né?!

Imagem de um dos concursos disponíveis no site
Vale a pena conhecer e navegar pelo site. E torcer para que este novo modelo de negócios dê certo, afinal, ele tem um grande potencial de se tornar uma rica fonte de pesquisa de produtos de moda na internet.

28 de março de 2012

Como fazer um vídeo viral na internet?

Quais as características que determinam o sucesso de um vídeo na internet? Tentando responder a esta pergunta, Thales Teixeira e outros pesquisadores de Harvard realizaram um estudo com consumidores, observando as alterações nas suas expressões enquanto assistiam a vídeos na internet e chegaram a algumas conclusões interessantes.

Este estudo foi publicado na última edição da Harvard Business Review e mostra os 5 principais problemas que eles identificaram nos vídeos feitos pelas empresas para divulgarem seus produtos e marcas na internet. Para cada problema identificado, eles sugerem uma solução:

Problema 1: Exposição direta da marca nos vídeos. O estudo mostrou que os espectadores reagiam negativamente à exposição direta da marca do anunciante no vídeo. E mais: quanto mais intrusiva e destacada for a logomarca no vídeo, maior a probabilidade do consumidor deixar de assistir ao vídeo. Para este caso, os autores sugerem a inclusão da logomarca de maneira rápida, constante e discreta. A ideia é colocar de uma forma que complemente o conteúdo do vídeo e que não faça parte do núcleo da história. Para facilitar a compreensão, os autores sugerem a pergunta: "as pessoas compreenderão o vídeo se eu excluir a aparição do produto ou da logo?". Se a resposta for sim, maior será a chance do consumidor assistir o vídeo até o fim. Como exemplo eles usam este comercial da Coca Cola:


Problema 2: As pessoas se cansam rapidamente. Os segundos iniciais são fundamentais.Se o vídeo não tiver algo intrigante logo no começo da história, as chances das pessoas desconectarem são grandes. A solução é criar algo inusitado nos primeiros segundos do vídeo. Por inusitado entende-se algo alegre ou inesperado. O comercial abaixo é um exemplo:




Problema 3: Os consumidores assistem o vídeo por algum tempo mas depois desconectam. Na internet, os vídeos mais estáveis e com pouca alteração no humor do vídeo, tendem a cansar o espectador. O ideal é criar grandes variações de humor, com picos de surpresa ou alegria, como no vídeo abaixo:


Problema 4: As pessoas assistem ao comercial mas não compartilham. Este é um dos maiores problemas pois se o objetivo da ação é se tornar viral, esta etapa é a mais difícil do processo. O vídeo deve ser interessante o suficiente para que o consumidor resolva compartilhá-lo com seus contatos. Em geral, o conteúdo deve ser ou fofo ou tocante. Vídeos com conteúdo negativo, que levam à sensação de revolta também são altamente compartilhados. Mas investir neste tipo de vídeo não faz parte das estratégias de Marketing das empresas. O texto indica o vídeo abaixo como exemplo:


Em um dos estudos que fiz, analisei o caso da Brastemp e vi que o único vídeo que eles fizeram para o seu canal no you Tube que foi efetivamente compartilhado pelos consumidores foi o vídeo abaixo que, por ter um conteúdo emotivo, conseguiu passar a difícil etapa de ser compartilhado pelas pessoas:


Problema 5: Poucas pessoas compartilham o vídeo que não se torna um viral. Este é o segundo maior problema pois além de ser interessante o suficiente para ser compartilhado, o vídeo deve ser compartilhado por inúmeras pessoas para se tornar viral. A solução aqui é focar as ações nas pessoas que mais compartilham. O estudo mostra que estas pessoas, em geral, são extrovertidas e egocêntricas. As pessoas egocêntricas compartilham os vídeos para demonstrarem o seu conhecimento, o seu gosto. Para identificar estas pessoas, sugere-se monitorar o Facebook e Twitter e ver quais os consumidores com muitas ações de compartilhamento e muitos seguidores. Aí o desafio é conquistar estas pessoas para advocarem a favor do seu vídeo. Para isto não tem fórmula!

Em geral, não coloco aqui no blog resumos ou transcrições de matérias que vejo em revistas e sites. Mas resolvi abrir uma exceção porque tanto o tema como a matéria são bem legais e super coerentes com o tema do blog. Mas é claro que coloquei comentários meus em diversos momentos no texto que não fazem parte da matéria.. não resisti!  ;)

8 de março de 2012

Quais os idiomas mais importantes para a internet?

Quando se pensa em montar um website, a questão do idioma é fundamental, afinal, o acesso global faz com que seja necessário disponibilizar o conteúdo em diversas línguas para que o alcance do seu site seja o maior possível. Logicamente, quando se trata de um blog, isto geralmente não acontece, já que o autor do blog tende a escrever seus posts em seu idioma nativo.

Mas se você está pensando em um criar um site para divulgar conteúdo ou para utilizá-lo como um canal de vendas, escolher o idioma é um fator crítico de sucesso. A partir desta necessidade, o Translated , um site bem legal que oferece serviço de tradução para dezenas de idiomas diferentes, fez um estudo sobre o potencial dos idiomas na internet e apresentou alguns resultados interessantes:

Extraído de www.translated.net em 08/03/12
Eles criaram o T-Index, um índice que cruza três indicadores-chave: população, renda per capita e penetração da internet para estimar o potencial de consumo de um país (e, consequentemente, a demanda por conteúdo no idioma deste país).

Analisando os dados de 2011 e fazendo uma estimativa para 2015 o T Index mostra que mudanças importantes estão a caminho: os EUA devem perder o primeiro lugar para a China em 2015. O Brasil passará de 7º lugar para 4º, a Russia vai para 6º e o Japão se mantém como 3º lugar. Neste novo cenário, o conteúdo disponível em idiomas não tão tradicionais como chinês, russo, português e japonês devem mostrar um crescimento forte nos próximos anos. Principalmente para as empresas que quiserem impactar e vender para os consumidores destes países.

Tem lógica. E podemos perceber isto facilmente, afinal, quem pesquisa na internet há muito tempo vê claramente que o conteúdo disponível em português aumentou muito nos últimos 5 anos. A boa notícia é que a tendência é aumentar ainda mais.

O site traz a tabela completa, com todos os países do mundo e o índice de cada um dos países. Lá da para ver um monte de países que nunca se ouviu falar e descobrir dados de cultura geral impressionantes: Monaco, por exemplo, tem uma penetração de 98% de internet na população mas que, em números absolutos, não chega a 30 mil pessoas. E o Bangladesh tem uma penetração em 1,5 milhões de pessoas mas que representam somente 1,1% da população.

Eu estou meio que na contramão e tenho tentado traduzir os posts mais recentes do meu blog para inglês. Na verdade, meu inglês está enferrujado e estou fazendo isto para treinar e praticar :P. Se quiser ajudar, dá uma olhadinha lá e me fale se encontrar alguma coisa errada, ok?! Traduzi até o nome: Fashion 2dot0 :)