9 de fevereiro de 2012

Novos modelos de negócio

A facilidade e a comodidade que a internet trouxe aos consumidores tem gerado diversos novos modelos de negócio em todo o mundo. A cada dia que passa, novas empresas surgem com a promessa de facilitar o dia a dia dos consumidores. O desafio é se destacar em meio a tantas opções. O segredo está em conseguir, efetivamente, facilitar a vida do consumidor, mostrando que a nova solução proposta agrega valor na sua rotina diária.

O site americano Trunk Club conseguiu isto. Partindo de uma premissa básica (e, infelizmente, verdadeira) de que homens não gostam de fazer compras, o site oferece um serviço que vai além da assessoria de compras: eles efetivamente selecionam e escolhem os produtos e “surpreendem” os consumidores que recebem em suas casas, mensalmente, um pacote com 8 a 10 itens comprados pelos consultores do site especialmente para o consumidor. Para comprar as peças, os profissionais levam em conta o perfil do usuário, cadastrado previamente no site.



O legal é que, se o consumidor não gostar das peças, ele tem até um mês para devolver. E o frete de entrega e de devolução das peças é arcado pelo site. Logicamente, com o passar do tempo, os consultores vão conhecendo melhor os seus clientes e a tendência é que a recusa das peças vá diminuindo com o tempo.

O site tem cerca de 3 mil consumidores que, em média, ficam com 50 – 60% do conteúdo das caixas que recebem. A rentabilidade do Trunk Club é alta pois  eles conseguem comprar as peças pelo preço de atacado. Para o comprador final, o custo médio de uma peça é de 70 dólares.



Ciente da falta de tempo dos clientes, a empresa disponibiliza diversos pontos de contato : telefone, email, Skype e até uma loja física, onde a pessoa pode provar e levar de imediato as roupas sugeridas pelos consultores. O negócio vem dando certo: passou de uma receita anual de US$ 1 milhão em 2010 para US$ 5 milhões em 2011.

Este serviço é restrito aos EUA. Mas fica a pergunta: será que algo semelhante faria sucesso por aqui? Afinal, as leis do consumidor e os níveis de prestação de serviços daqui são bem diferentes (infelizmente piores) do que nos EUA, o que talvez invalidasse o serviço oferecido pelo site. Mas, de qualquer forma, vale analisar o exemplo como uma boa prática. 


O vídeo abaixo mostra como funciona o site: 


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